historia

O Seminário Missionário Arquidiocesano Redemptoris Mater de Brasília tem suas raízes na visita que Sua Eminência, o Cardeal Dom Falcão, então Arcebispo Metropolitano da Brasília, realizou à Cidade do Vaticano. 

Durante sua estadia, Dom Falcão teve a oportunidade de visitar o Seminário Redemptoris Mater de Roma, onde sentiu a necessidade premente de formar presbíteros missionários para a Nova Evangelização. A partir desse momento, surgiu o impulso necessário para construir o Seminário que hoje se levanta perto da Ermida Dom Bosco.

Em 12 de dezembro de 1990, festividade da Virgem do Guadalupe, Dom Falcão assinou o decreto de ereção do futuro Seminário Missionário. Já em fevereiro de 1991 eram 30 os seminaristas que moravam acolhidos de dois em dois em casas de familias do Caminho Neocatecumenal.

De segunda-feira à sexta-feira partia, por volta das 4:30 da madrugada, um ônibus do setor P Sul de Ceilândia com destino à “cabana”, segunda sede provisória do Seminário, situada no Monastério de São Bento, onde todos juntos com os formadores rezavam Laudes e, às sete e vinte de manhã, partiam ao Seminário Maior de Nossa Senhora da Fátima, onde os alunos se formavam no âmbito filosófico e teológico. Os primeiros padres formadores do Redemptoris Materde Brasilia, entre os quais se encontravam Francisco Xavier Sotil (reitor), Gian Paolo Pronzato (Pe. Pino) e João Cuccui, moravam nesta sede situada no Monastério.

 

Este tempo de estudos no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima se caracterizou pela fraternal comunhão entre os alunos de ambos os seminários, sendo considerado este encontro, alguns anos depois, como um gesto de amor proveniente de “nossos irmãos maiores”. 

Uma vez terminadas as aulas, os estudantes rezavam a Hora Média na capela do Seminário e se dirigiam a suas respectivas casas de acolhida, onde tinham a possibilidade de estudar e de participar, buscando a paróquia mais próxima, da Eucaristia diária. Além disto, os seminaristas viviam a fé em pequenas comunidades cristãs participando das celebrações litúrgicas da Palavra. Aos domingos, os seminaristas se reuniam com os formadores para perscrutar as Escrituras e rezar as Vésperas com a benção do Santíssimo.

O projeto que Deus estava levando adiante com a criação desta casa de formação se manifestou com a visita, em 1991, dos iniciadores do Caminho Neocatecumenal. As vocações sacerdotais para a Nova Evangelização nascem deste itinerário de fé cristã. 

Acompanhado por Carmen, Mário, a equipe catequista da nação (naquele tempo composta pelo Pe. Ramón Sevillano, Maitechu e Alberto Zaragoza) e os formadores do Seminário, Kiko proclamou uma leitura ao acaso perto do terreno onde se levantaria o novo edifício.

A palavra não voltou para Deus vazia, mas sim ressoou nos corações dos que a escutaram, começando a dar seus primeiros frutos: “Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. E depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, ao fim sentiu fome” (Mt 4, 1s). O que é o seminário? O seminário é um tempo de deserto, porque foi na secura da areia que Iahweh não deu seu braço a torcer a fim de adquirir para si a Israel como povo santo.

“Por isso, eis que vou, eu mesmo, seduzi-la,
conduzi-la ao deserto e falar-lhe ao coração.
[...] Eu te desposarei a mim para sempre,
eu te desposarei a mim na justiça e no direito,
no amor e na ternura.
Eu te desposarei a mim na fidelidade
e conhecerás a Iahweh.”
Os 2, 16. 21-22

Do mesmo modo, Deus suscitou este desejo de edificar uma casa de formação de futuros presbíteros missionários, cuja missão não é outra que alimentar-se de “toda palavra que sai da boca de Deus” e anunciar ao mundo que Cristo ressuscitou: Ele é o Caminho que conduz ao Pai. Com esta verdade depositada em seu coração, Kiko afirmou: “Aqui se levantará o seminário, visto que o seminário é um tempo de deserto”.

As primeiras dificuldades apareceram quando se solicitou o terreno sobre o qual se construiria o edifício. O Conselho de Arquitetura, Urbanismo e Meio ambiente, organismo que devia revisar a petição feita ao governador do Distrito Federal, reunia-se uma vez ao ano. Desanimados ante a expectativa de um comprido processo de tramitação, mas sustentados pelas orações da Igreja brasiliense, em fevereiro de 1991 se fez pública a concessão do terreno próximo à Ermida Dom Bosco. O Governo de Brasília outorgou a propriedade das terras como presente à Sua Santidade João Paulo II em ocasião da visita que faria à cidade em outubro desse ano.

Conforme transcorria o tempo, o Conselho concedeu novas e sucessivas ampliações de terreno com o fim de preservar o entorno natural. Deste modo se passou dos 7.000 aos 194.775 m² do recinto atual. Em julho de 1991 começaram as obras de construção do Santuário da Palavra. Este foi inaugurado em 15 de outubro de 1991, data na qual o Santo Padre, desde o Seminário Nossa Senhora de Fátima, dirigiu as suas palavras de afeto e ânimo: “Para terminar, dirijo minha saudação especial e afetuosa aos superiores e seminaristas do Seminário Redemptoris Mater que a pouca distância daqui encontra-se concluindo. Faço votos que, com a bênção do Deus, sejam centros de autêntica formação de sacerdotes, animados pelo verdadeiro Espírito de Cristo. A todos concedo de coração a minha Bênção Apostólica”. 

Com o Santuário da Palavra inaugurado, ele prestava um serviço multifuncional, já que, além de ser capela e local das perscrutações, ainda a parede de mármore com tabernáculo tinha detrás a sacristia e a biblioteca.

Dois anos depois do decreto de ereção do Seminário, em 1992, as doações provenientes dos irmãos das comunidades neocatecumenais não cessavam. Também chegaram ajudas do mundo empresarial que fizeram possível levantar, pedra após pedra, esta casa de formação para a Nova Evangelização, assim como garantir a subsistência ligada aos estudos, à locomoção e outras necessidades dos 65 seminaristas que seguiam formando-se em Nossa Senhora da Fátima. Neste ano, alguns deles começaram o período da itinerância sendo enviados a diversas dioceses do país.

O Seminário começou a encher-se de vida com a chegada das três primeiras irmãs itinerantes em 1993: as espanholas Maite e Carmen, e a portuguesa Lídia. Da Itália chegaram Mário e Nora, a família em missão que tanto ajudou na administração do Seminário e na realização dos projetos arquitetônicos. O Pe. Xavier Sotil continuou como reitor e o Pe. Eugênio Simón substituiu ao Pe. Pino como vice-reitor. Esse curso acadêmico começou com o envio dos seminaristas de dois em dois desde Jundiaí a diversas partes do Brasil para anunciar o kerigma: Cristo está vivo e triunfa!

Concluindo esta convivência de início de ano, em 22 de fevereiro, festa da Cátedra de São Pedro, os seminaristas deixaram as casas dos irmãos onde se hospedavam – no Plano Piloto, Taguatinga e Ceilândia – para entrar na nova morada do Lago Sul. Este ano de 1993 teve lugar a primeira Admissio ad Ordines e a primeira ordenação diaconal (José Walter Guerra), presidida por Dom Diógenes, bispo de Franca, no Santuário da Palavra.

A inauguração oficial do Seminário se celebrou em 25 de maio de 1994.

Aquele dia foi um memorial para todos os que participaram da celebração presidida por D. Pio Laghi, Prefeito da Congregação para a Educação Católica; D. Alfio Rapizarda, Núncio Apostólico; D. José Freire Falcão, Cardeal de Brasília; D. Geraldo do Espírito Santo, arcebispo militar; D. Cláudio Hummes, bispo auxiliar de Santo Amaro (São Paulo); D. Roberto Pinarello, bispo de Jundiaí; D. Víctor Joannes Tielbeek, bispo de Formosa; D. Alberto Taveira e D. Jesus Rocha, bispos auxiliares de Brasília; além de autoridades políticas e irmãos das distintas realidades.

Dois dias após foi ordenado o primeiro presbítero do Redemptoris Mater da Brasília, o diácono Walter Guerra. Desde então, já são 113 os padres que se formaram neste Seminário e que na atualidade se encontram em missão nas diferentes partes do Brasil e do mundo, seja em paróquias ou na itinerância. Em 1999 se ordenou o grupo mais numeroso da história do Seminário Missionário de Brasília com 20 padres. 

Em 5 de janeiro de 1996, chegava a notícia da morte do Pe. Ramón Sevillano, naquele momento catequista da nação do Caminho Neocatecumenal. Depois de sua morte, o Pe. José Folqué, então vice-reitor do Seminário, passou a formar parte da equipe itinerante no Brasil junto com Maria del Pilar de la Plaza. Nesse mesmo ano entrava como vice-reitor o Pe. Juan José Armendáriz, procedente do Redemptoris Mater de Madrid (Espanha). Por esse tempo também chegou o Pe. Vicente Martí, que foi o primeiro diretor espiritual.

O Seminário começou a contar com a presença de professores chegados da Itália, Espanha, Portugal e Estados Unidos para lecionar aulas de Filosofia e Teologia, como os teólogos José Antonio Sayés, Pedro Farnés, Lucas Mateo-Seco e tantos outros. No ano 1995 começaram as aulas de filosofia no próprio seminário e, dois anos após, as disciplinas de teologia. 

 Uma vez terminadas as obras do Seminário, começou a construção do que hoje é propriamente a faculdade. Deste modo, a construção do Seminário Redemptoris Mater da Brasilia chegava a seu fim e, com ele, a colheita dos primeiros frutos da Palavra.

Em 2016 acontece uma transição histórica: após 20 anos sendo formador e depois reitor do Seminário Redemptoris Mater de Brasília, o Pe. Juan José Armendáriz foi enviado a uma nova missão em Barcelona. Desde então, assumiu como reitor o Pe. Paulo de Matos Félix, formado neste seminário, pertencente ao clero de Brasília. Acompanhado dele estão os padres José Alberto Toni (vice-reitor), João Baptista Mezzalira Filho, Getson Pereira da Silva, Juan Salvador Copovi (diretor espiritual) e Paulo Roberto Matassa na equipe formativa do seminário.

Fotos históricas

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Localização

O seminario Redemptoris Mater esta localizado no SETOR ERMIDA DOM BOSCO - AE 01 - LAGO SUL - CX POSTAL 7076 - BRASÍLIA-DF CEP 71635-971

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